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PROGRAMA MUNICIPAL BENEFICIA 430 CRIANÇAS, COM AULAS GRATUITAS DE CANTO, FLAUTA DOCE, PERCUSSÃO, TECLADO E VIOLÃO

Elas já aprenderam o á-bê-cê. Agora, desvendam as sete notas musicais. Além dos cadernos e dos livros de português e matemática, levam partituras na mochila. O nome desta disciplina é música. O título do Projeto é Cantando na Escola. Desenvolvido em Joinville, este programa beneficia 430 crianças, com aulas gratuitas de canto, flauta doce, percussão, teclado e violão.

A voz, o corpo e o caráter estão em desenvolvimento. Pensando nisso, a proposta é que, em um período, as crianças estudem as matérias convencionais e, no contraturno, as pequenas mãos movimentem-se conforme a música. As aulas ainda incluem relaxamento, aquecimento vocal, exercícios de respiração e dinâmicas de concentração.

Em julho, o projeto completará dez anos. Desde o início, a proposta é criar corais nas escolas da rede municipal de ensino, e isso é cumprido nas 13 instituições participantes. Outras quatro suspenderam as aulas temporariamente, pois os professores responsáveis estão de licença.

Entre as instituições participantes, está a Escola Lauro Carneiro de Loyola, no bairro Boehmerwaldt. Nela, a professora Línea Paiva de Oliveira conduz o coral e as aulas de flauta doce. O aluno Vítor Manoel Busarello Corrêa, de dez anos, gosta de participar das duas atividades. Em casa, estuda música uma hora por dia. Na escola, todas as segundas-feiras, o silêncio da biblioteca é substituído por vozes infantis e pela melodia do instrumento – um dos mais antigos, porém, é novidade para as crianças. Dedicadas, elas já aprenderam as notas sol, lá e si; mas este é apenas o início.

Engana-se quem pensa que é só brincadeira. Os pequenos músicos e cantores apresentam-se para os colegas e em eventos externos. Além disso, o Cantando na Escola tem nota bimestral, que avalia frequência, disciplina, desenvolvimento vocal, ritmo, memorização e expressão. E, acima de tudo, o objetivo é que os aprendizes interajam uns com os outros e se divirtam.

De acordo com a supervisora do programa, Ellen Dutra, o programa cresceu nos últimos anos. Um dos motivos é que os professores estão participando de cursos de formação. Para entrar no Projeto, foram escolhidos por uma equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação. Este grupo avaliou o currículo, o desempenho e o interesse dos candidatos. Entre as habilidades necessárias, estão a formação musical e um bom relacionamento com os alunos. Afinal, cabe a eles estimular o aprendizado e o gosto pela música.

Para eles, os estudantes que desenvolvem alguma atividade musical, melhoram as notas nas outras disciplinas, como na matemática e no português. Isso também é percebido na Escola Municipal Professora Virgínia Soares, no Floresta. O local recebe diariamente 849 alunos, na faixa de seis aos 14 anos, do 1º ao 9º ano, distribuídos nos turnos matutino e vespertino. Todos têm acesso ao coral e às aulas de flauta doce e violão.

Os aprendizes precisam comprar os próprios instrumentos, mas, para eles, o esforço vale a pena. “Os pais não apenas compram o material, mas também acompanham o trabalho dos filhos e ajudam nas apresentações”, explica o professor César Marino Bona, 34 anos. Cada instituição possui datas, horários e disciplinas diferentes, conforme a disponibilidade e a habilidade dos professores. Alunos interessados em participar do Projeto podem se matricular nas secretarias das escolas municipais.

via: www.clicrbs.com.br

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Marvio Rocha

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