Clarinetista luso ensina nos EUA

Carlos Alves é professor convidado numa universidade

Gravou pela segunda vez um CD com o pianista brasileiro Caio Pagano, que conheceu há anos em Castelo Branco. Alentejano de Nisa, Carlos Alves é um dos clarinetistas principais da Orquestra Nacional do Porto e também um professor nos Estados Unidos.

Clarinetista Carlos Alveis

“O Mozart era um génio. Nós somos normais, mas também fazemos algumas coisas especiais”. As palavras são de quem começou a dar aulas aos 16 anos e, mais tarde, teve de competir com músicos estrangeiros para conquistar um dos lugares de solista na Orquestra Nacional do Porto (ONP). Instrumento: clarinete. Aos 37 anos, Carlos Alves é, também, um português que lecciona na Universidade do Estado do Arizona, nos EUA.

Chegou lá pela mão de Caio Pagano, pianista que foi colaborador de Maria João Pires no projecto de Belgais. Carlos estudava em Castelo Branco e teve Pagano como júri nas provas públicas. Seguiu-se a gravação de um disco em conjunto, “Contrastes de Bartók”, e, recentemente, o convite para orientar “masterclasses” na universidade em que o músico brasileiro é catedrático.

Além de professor, Carlos Alves é artista convidado da instituição e, num dos recitais em que tocou no ano passado, foi descoberto por uma editora norte-americana. Assim se chegou à segunda parceria discográfica com Caio Pagano. O CD tem como título “Recital in the West“, estando o concerto de lançamento agendado para o próximo dia 28, no Katzin Hall, em Phoenix, a capital do estado que alberga o gigantesco desfiladeiro Grand Canyon.

Muito sumariada, esta é a história de um instrumentista que nasceu em Nisa, distrito de Portalegre, e levou os estudos até Versailles (França), antes de ser um dos clarinetistas principais da ONP. E como é que tudo começou? “Fui empurrado para o clarinete. Depois, fui ficando e gostei. Como qualquer criança, queria instrumentos mais conhecidos, como o saxofone e a trompete“, explica-nos.

Hoje, Carlos Alves diz que há uma “identificação muito pessoal” com o instrumento, que não trocaria por outro: “Nunca volto atrás no que faço”. E acrescenta que, “em termos técnicos, o clarinete é dos instrumentos mais virtuosos”, além de exigir mais leitura do que outros numa orquestra.

O músico acaba por reconhecer que é “prestigiante” a condição de português a dar aulas nos Estados Unidos, onde o nível de clarinete, em ensino e prática, é “muito alto”. Mas logo adverte: “Não é muito diferente de Portugal, porque o nível, neste momento, também é muito alto. Portugal é um país extremamente forte no contexto internacional. E muito respeitado”. A propósito, remata: “Está na altura, se calhar, de começarmos a exportar alguns dos nossos melhores instrumentistas”.

As idas de Carlos Alves aos Estados Unidos começaram em 2009 e prolongam-se por este ano. De três em três meses. Em Portugal, o músico divide o tempo entre concertos pela ONP e aulas em Castelo Branco. E já actuou em peças de teatro.

via: jn.sapo.pt

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Marvio Rocha

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