Música com Pessoas Transformada

Musica Sinfonica

Foi no ano de 2000 que o projeto “Música: Formação, Expressão e Emoção” da Escola Municipal Mário Portes começou a tomar forma. Em um primeiro momento, a intenção, segundo a diretora, Rosana Petersen, era apenas trabalhar a sensibilidade dos alunos à música, como forma de complementar o currículo escolar dos estudantes.

O projeto foi crescendo e hoje a escola se destaca como a primeira e única unidade escolar com iniciação musical no contra turno escolar. A Banda Sinfônica Jovem Mário Portes possui 80 integrantes, 90 instrumentos musicais e 537 alunos inseridos no projeto que se divide em iniciação musical, banda sinfônica infantil e consertos didáticos.

O destaque, no entanto, vai para a transformação que a música provoca no comportamento dos alunos. Segundo o diretor musical Daniel Bordignon, a diferença é notável logo nos primeiros meses de participação das aulas de música. “Temos alguns alunos que sofrem com problemas de relacionamento familiar, e na própria sala de aula. Mas a partir do momento que ele entra no projeto, começamos a trabalhar tudo isso neles” contou.
Para entrar no projeto basta ser matriculado na Escola Municipal Mário Portes ou em qualquer outra escola, inclusive estadual, de Jundiapeba. Os alunos têm acesso ao projeto sem saber tocar uma nota. “Logo no primeiro dia de aula nós já oferecemos esse contato dele com o instrumento que ele escolher tocar. Trabalhamos a teoria e a prática juntos”, contou.

Em poucos meses, a transformação pode ser testemunhada pelos amigos. “Nós estamos integrando o ensino musical, que acontece no contraturno escolar, com o ensino regular. Então temos uma tabela com as médias das notas deste aluno, que tem que ser boa, e eventuais faltas que ele poderia ter em eventuais apresentações da banda em horário de aula. Se ele aluno faltar mais do que deveria, corrigimos mantendo-o afastado por duas apresentações. A molecada fica louca. Por isso, hoje eles levam a sério a música e os estudos também”.
Além do rendimento escolar, os alunos ganham também em cultura. “O estudo musical deles é erudito, mas por se tratar de uma banda sinfônica, atendemos também outros gêneros como MPB, jazz, salsa, valsa, choro, entre outros. É uma forma muita rica de se trabalhar”, contou.

Carreira

O estudante Rafhael Macedo de Oliveira, de 16 anos, entrou no projeto há seis anos. Na época, o aluno sofria com a falta de concentração na hora de desenvolver as tarefas escolares. “Minha mãe sempre reclamava muito que eu era disperso, perdia a concentração rápido”, detalhou. Oliveira entrou para a banda por indicação de um amigo e não demorou muito para se apaixonar. “Ele sempre me falava que era muito legal, mas eu achava que poderia ser cansativo, já que ele vinha para a escola quase todo dia. Decidi tentar e na primeira aula eu me apaixonei. Entrei na percussão e não saí mais”, contou.

A experiência lhe rendeu melhores notas no ensino regular, disciplina, compromisso e até namoradas. “Eu pretendo seguir carreira na música, porque ela realmente transforma as pessoas. Música é vida. Aprendi a ter compromisso com as minhas tarefas. E nos shows sempre tem garotas que acham legal um cara tocar algum instrumento”, brincou.

via: moginews.com.br

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