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Na Viena da época de Franz Schubert, escrevia-se música para executá-la em casa. O próprio Schubert costumava acompanhar ao piano um cantor favorito, seu amigo Johann Michael Vogl, nos saraus de suas composições conhecidos como “schubertíanas”. Uma das canções que os dois apresentavam nessas ocasiões era Ave Maria, que musicava não a letra da oração católica, mais um texto de A Dama do Lago, de Sir Walter Scott. Ellen, a heroína, filha de um chefe de clã escocês que foi poscrito, vê-sé forçado a um casamento iminente com um homem a quem não consegue aceitar, e apela para a Virgem Maria em busca de proteção, nessa terceira das chamadas “Canções de Ellen”, de Schubert.

Muito antes de os gregos transformarem a dança numa espressão de beleza, ela fora um rito tribal, geralmente executado por feiticeiros e curandeiros. Nos séculos subseqüentes, continuou a ser ocasionalmente associada aos poderes curativos, em especial uma dança chamada tarantella, que se desenvolveu no sul da Itália e que, com seu andamento extenuante, seu ritmo frenético e sua melodia interminavelmente repetida, era considerada capaz de curar a picada da tarântula. Quando se descobriu que essas picadas raramente são fatais, a tarantella simplesmente continuou como antes, exceto pelo fato de se haver tornado vivaz e alegre, em vez de sinistra e frenética. A Dança, baseada numa cantiga folclórica italiana, segue a forma da antiga tarantella, com um compasso de 6/8, mas com um clima de puro prazer.

O dia 24 de fevereiro de 1876 entrou para história norueguesa. A peça Peer Gynt, de Henrik Ibsen, foi encenada pela primeira vez no teatro municipal de Christiania, com trilha musical de Edvard Grieg. Obteve tamanho sucesso que foi reapresentada mais 36 vezes ao longo da temporada. A peça de Ibsen conta a história de Peer Gynt, o irrequieto sonhador que vaga pelo mundo em busca da perfeição, sem se aperceber de que ela o esperava o tempo todo em casa, na pessoa da camponesa Solveig. As suítes orquestrais de Grieg não acompanham o roteiro cronológico da peça, mas procuram transmitir estados de espírito e situações. Essa primeira suíte inicia-se por Amanhecer, uma obra de criatividade musical que até hoje não foi ultrapassada como uma esplêndida descrição do raiar do sol nas montanhas.

Um poeta de nome cuja semelhança com o do compositor os fazia serem confundidios – Christian Friedrich Daniel Schubart – escreveu o poema Die Forelle, que se transformou numa das canções mais conhecidas e executadas de schubert. Como narrador, o poeta conta a história do riacho cristalino e borbulhante em que a truta(die Forelle) nada alegremente de um lado para outro – e do pescador na margem do rio, decidido a fisgá-la com seu anzol. Enquanto a água continuar transparente, pensa o poeta, o peixe verá o pescador e conseguirá escapar; mas o pescador é mais esperto: agita a água até deixá-la turva e fisga o peixe, para grande desconsolo do poeta. O piano completa o quadro, ilustrando as brincadeiras do peixe e o alegre fluir da água.

Josef Strauss era irmão mais novo do célebre Johann Strauss Jr., ‘Rei da Valsa”. Compôs menos valsas do que o irmão e teve menor número de sucessos, mas as que continuaram populares são de qualidade excepcionalidade elevada. Liszt chegava a preferir o trabalho de Josef, que incluiu polcas excelentes, ao de Johann. As Andorinhas da Aldeia costuma ser considerada a melhor das valsas de Josef. Ao descrever sua principal linha temática, certo crítico chegou a sugerir que “ninguém havia escrito uma melodia assim desde que Schubert morreu”.

Piotr Ilyitch Tchaikovsky foi quase sempre um homem melancólico, especialmente em sua vida pessoal. Mas as temporadas na Itália costumavam afastar sua melancolia. Era impossível resistir à combinação do clima quente com o belo cenário e com os italianos, calorosos e sempre desejosos de agradar. No início de 1880, ele se instalou em Roma por algum tempo. Seu hotel ficava ao lado de um acampamento da cavalaria italiana, cuja banda tocava canções militares com tamanho talento, que Tchaikovsky apressou-se a anotar as melodias, que depois utilizou com fanfarra de abertura numa obra chamada Capricho Italiano. Embora sua inspiração tenha sido italiana, o resultado também soa sumamente russo, com adornos ciganos e emocionantes colorações e ritmos orquestrais.

A ópera Sadko, de Rimsks-Korsakov, deriva de um poema orquestral escrito por ele em 1867. Quando buscava uma ópera em que trabalhar em 1894, o compositor sacudiu a poeira da partitura e começou a ampliá-la numa obra cênica. A narrativa, que versa sobre um mercador de Novgorod, é uma variação da lenda de Fausto. No segundo ato, que se passa na sombria e triste cidade russa, encontramos um pequeno personagem, um mercador hindu com saudades da Índia, que canta sua amada terra natal.

Muito antes que isso se tornasse moda, o autraliano Percy Grainger era um fanático por comida natural e um individualista que frequentemente aparecia nos concertos carregando uma mochila nas costas. A palavra “excentricidade” tornou-se sinônimo do compositor, que se casou no Hollywood Bowl e, mais tarde, pediu que seu esqueleto fosse doado ao Museu Grainger para ser posto em exibição. Apesar dos hábitos incomuns, a notável habilidade de Grainger como pianista assombrou os músicos so início do século e o tornou bem-vindo no mundo inteiro. E não há nada de bizarro em suas composições, particularmente neste delicioso pastiche do século XVIII, Country Grdens.

Quando Compunha, Edvard Grieg estava sempre à procura das cantigas, ritmos e artistas populares de sua Noruega natal. No fim da vida, saiu à cata de alguns dos violinistas interioranos cujos rangidos serviam de música para as danças populares, e anotou suas antigas melodias e suas harmonias toscas. Com sua quatro Danças Norueguesas, pu0blicadas para duetos de piano em 1881 e posteriormente orquestradas, Grieg captou não apenas a liguagem musical de sua amada Noruega, mas também sua inocência espiritual e sua beleza singela.
Após meses de sofrimento para o compositor Piotr Liyitch Tcaikovsky, a primeira apresentação de O Lago dos Cisnes, em março de 1877, foi um desastre completo. A obra, um dos mais famosos balés completos do mundo, teve de esperar até 1895, quando Marius Petipa e Lev Ivanov a remontaram, para ter uma montagem de primeira linha e a conseqüente aclamação. A Danla dos Cisnes é quase tão conhecida em termos visuais quando auditivos0, com as quatro bailarinas, delicadas em seus tutus brancos e de braços entrelaçados, dançando primeiro de um lado e, depois do outro.

O único problema, na verdade, é o rio O Danúbio, ou Donau, ao serpentear por Viena, não é azul. Em alguns dias, com a brisa fresca a agitar de leve sua surperfície, ele parece cintilar sob o sol. Nas fragrantes noites de primavera, o reflexo da lua pode transformar as águas serenas em ouro líquido. Mas, azul? Nunca. Johann Strauss Jr. sabia tão bem disso quanto todo o mundo.
Mas também sabia que, para viena do auge do romantismo em meados do século XIX, a idéia de algo tinha muito mais peso e transmitia maior significado do que a coisa em si. Se Strauss, o amado “rei da valsa” de Viena, declarava que o Danúbio era Azul, azul ele seria. Especialmente se isso significasse a criação de uma valsa tão encantadora e tão graciosamente melodiosa quanto esta, uma valsa que iria transforma-se na mais famosa de todas. Suas popularidade foi instantânea e permanente.

Os rirmos acelerados e as texturas multicores da música espanhola exerceram extraordinário fascínio sobre diversos grandes compositores franceses, dentre eles Bizet, Debussy, Ravel – e, talvez mais do que todos, Emmanuel Chabrier. Formado em direito, ele só veio a compor seriamente aos quase 40 anos, havendo de fato encontrado sua verdadeira expressão musical somente após um período de férias na Espanha, em 1882. Como resultado dessa viagem, produziu o que muitos consideram ser sua obra-prima: a ensolarada e ritmicamente ousada Espanha. Chabrier escreveu a um amigo, o maestro Charles Lamoureux, que depois regeu a primeira apresentação de Espanha:”Será uma fantasia extraordinária, muy española, baseada em lembranças desta viagem maravilhosa. Farei toda a platéia mover-se aos ritmos febris, e minhas melodias serão tão voluptuosas que todos terminarão enlaçados num gigantesco beijo.” O briilho tonal dessa rapsódia claramente prenuncia o dos impressionistas da geração seguinte.

Greensleeves é uma das mas antigas canções folclóricas inglesas. Já era chamada de “antiga” ao ser atribuída ou registrada em nome de um certo Richard Jones, de Londres, em 1580. Diz-se que a Rainha Elizabeth I teria dançado ao som de seus acordes. Em pelo menos um condado da Inglaterra, era tocada por bandas de metais nos enforcamentos públicos. Shakespeare a menciona duas vezes pelo nome em The Merry Wives of Windsor, o que significa que seu título devia ser instantaneamente reconhecível por todas as classes que compunham seu variado público. E existem até alguns textos levemente obscenos que costumavam ser cantados ao som dessa melodia venerável.

Enregeladas e trêmulas no gélido ar de Inverno, quando sopra o cortante vento norte, as pessoas batem com os pés e seus dentes rangem no frio rigoroso. Felizes e satisfeitas, passam o dia juno à lareira, enquanto, do lado de fora, cai a chuva sobre o chão gelado. Centenas delas deslizam no gelo, com vagar e cuidado, temendo cair; as que se apressam escorregam e caem. Com todas as portas fechadas, ouvem-se os ventos competindo entre si lá fora; é o inverno, mas ele também traz alegria.

Com Johann Strauss Jr., um conjunto de valsas assumia o caráter de uma composição sinfônica, embora preservando o ritmo magnético e a melodia convidativa da dança de salão. Ouça a abertura das Lendas dos Bosques de Viena: nela, é quase possível ver as arvores reluzindo na bruma do amanhecer e ouvir os pios do despertar dos pássaros em seus ramos. O brilhante senso melódico, a graça das frases, o esplêndido senso rítmico, que jamais permite que o constante compasso 3/4 se torne monótono… não supreende que Johann Strauss Jr. fosse chamado o “rei da valsa”.

Malagueña faz parte da Suíte Espanhola, escrita em 1890 por Isaac Albéniz, o inventivo compositor de música para piano. Este é um perfeito exemplo do grande talento do autor, que desabrochou quando ele estudou no Conservatório de Bruxelas com Franz Liszt e Paul Dukas, entre outros. A maioria das inúmeras obras de Albéniz foi escrita para solo de piano, o que não chega realmente a surpreender, já que ele mesmo era virtuose nesse instrumento. Em Malagueña, a cultura e as regiões campestres da Espanha transformaram-se nos temas centrais, expressos em cores vivas através do uso habilidoso dos ritmos.

Logo cedo, Christian Sinding cpnfigurou a promessa de se tornar um grande compositor, e foi muito apreciado durante boa parte de seus anos de junventude. De fato, aos 34 anos, gozava de tamanha fama que o governo norueguês ofereceu-lhe uma pensão anual para que ele simplesmente passasse o tempo compondo, e, na virada do século, Sinding só perdia em prestígio para Grieg na Noruega. Entreteanto, Murmúrios da Primavera (1909) foi o último desabrochar de um talento que, dali por diante, entrou em lento declínio.

Somente ao chegar à faixa dos 40 anos é que Sir Edward Elgar produziu a música que o tornaria famoso – obras como a Primeira Sinfonia e, em especial, as Variações Enigma. As “Variações Sobre um Tema Original”, para lhes dar seu título apropriado (nós as chamamos de “enigmáticas” porque, supostamente, haveria um “tema” ou “motivo” perpassando toda a obra, além de uma série de iniciais que identificam cada variação, e que hoje sabemos referirem-se a vários dos amigos do autor e de sua mulher), contém a célebre variação Nimrod. (Nimrod era o lendário caçador da Bíblia. “Jaeger” é a palavra alemã que corresponde a “caçador”, e um certo A.J. Jaeger, que trabalhava na editora inglesa Novello, era o melhor amigo de Elgar.)

Camille Saint-Saëns tinha uma reputação de dignidade e sagacidade a manter, e estava ciente disso. Assim, jamais permitiria que uma obra sua, chamada Carnival of the Animals, fosse executada em público durante sua vida. Ele a chamava de “fantasia zoológica” e, em suas peças separadas – “Elefantes”, “Cobras”, “Jumentos”, “Pianistas”. etc. – , parodiou Offenbach, Berlioz, Mendelssohn, rossini e a si mesmo. Assim, a partitura só foi publicada após a morte de Saint-Saëns, com exceção de O Cisne, que o compositor parecia achar que preservava a qualidade pela qual ele era conhecido.

Durante boa parte de sua vida, Emile Waldteufel foi reservado quanto a seu talento musical. Apesar disso, muito de sua música tinha beleza e, felizmente, ele pôde executar várias de suas composições ao ser nomeado Maestro dos Bailes Estadais, título que lhe foi conferido pela Imperatriz Eugêni da França. A Valsa dos Patinadores, sua peça mais conhecida, recebeu seu título em homenagem a um esporte muito em voga entre os aristocratas na virada do século.

Embora a música do pai de Wolfgang Amadeus Mozart, Leopold, seja importante do ponto de vista da quantidade de peças existentes, ela só é conhecida em parte. O Passeio de Trenó, composto em 1755, é um exemplo típico de peça musical para compor um cenário: um quadro vívido e colorido, com efeitos sonoros característiicos, como o estalido do chicote e o relinchar dos cavalos. Trata-se de uma peça despretenciosa, muito distante das sutilezas das grandes obras de seu filho, Wolfgang Amadeus, mas, ainda assim, criada por alguém com uma boa compreensão das preferências populares da época.

Durante toda a sua curta vida, Georges Bizet lutou pelo reconhecimento de sua música. Até mesmo Carmem, sua obra-prima e talvez a melhor ópera francesa que já se escreveu, não foi um sucesso em sua primeira apresentação, em 1875, e Bizet morreu antes que a opinião pública se invertesse e Carmen passasse a ser uma das obras musicais mais amplamente executadas e apreciadas de todos os tempos. Embora tenha zombado da ópera, o público da primeira apresentação guardou-a na lembrança. Ela não era suave e artificial como se havia esperado, mas tinha um toque de verdade que revelava um amor, um realismo e um desespero pulsantes, e se mostrou inesquecível.

  • Petrushka: Ígor Fiódorovitch Stravinski (Oranienbaum, 17 de Junho de 1882 – Nova York, 6 de abril de 1971)

Petrushka (Francês: Pétrouchka; Russo: Петрушка) é um ballet cuja música foi composta pelo russo Ígor Fiódorovitch Stravinski e coreografado por Michel Fokine. A história é sobre um fantoche tradicional russo, Petrushka, que é feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida e ter a capacidade de amar, uma história que se assemelha surperficialmente aquela de Pinochio.
Partitura Para Orquestra Completa – PDF
1st Tableau – The Shrovetide Fair – MP3
2nd Tableau – In Petrushka’s Room – MP3
3rd Tableau – In The Moor’s Room – MP3
4th Tableau – The Shrovetide Fair (Evening) – MP3

Via: Argemiro Correia

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  • Vindorinda da Leite

    Que bosta e esta disgrama mi inganaro eu bem pensano que era di grasa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!