Projeto leva música clássica à Sala Cássia Eller

O maestro Claudio Cohen regeu a Orquestra de Câmara de Brasília na Funarte - (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O maestro Claudio Cohen regeu a Orquestra de Câmara de Brasília na Funarte

Um público tímido mas participativo prestigiou, na última quarta-feira, na Sala Cássia Eller do Complexo Cultural da Funarte, a apresentação da Orquestra de Câmara de Brasília. O grupo de 14 músicos, comandado há cinco anos pelo maestro Claudio Cohen, homenageou os compositores Claudio Santoro e Heitor Villa-Lobos. O evento contou ainda com a presença de Gisèle Santoro, viúva de Claudio Santoro, e da soprano Janette Dornellas. “Com essa performance em Brasília, retomamos um projeto que começou em 2004 com uma série de apresentações no Norte e que segue com números não só no Plano Piloto, mas pelas satélites também”, comentou Cohen, que foi assistente do maestro e compositor Silvio Barbato. “É uma tradição essa atuação da Orquestra de Câmara, até como uma opção a mais para o público. As apresentações são facilitadas pela mobilidade, já que conta com um grupo menor de músicos”, observou o maestro, que executou os números entre violinos, violas, violoncelos e contrabaixo.

Encaixada no projeto Pauta Funarte, a performance da Orquestra de Câmara de Brasília foi numa data simbólica, o Dia Nacional do Samba. Para Claudio Cohen, a coincidência não poderia ser mais apropriada, já que o erudito e o popular sempre andaram de mãos dadas. “O samba é a música tradicional brasileira e grandes compositores de música clássica se apropriaram do gênero para incrementar as próprias músicas”, destacou o maestro. “A própria Ponteio, de Claudio Santoro, tem uma estrutura mais dançante, envolvente. A orquestra não tem preconceito contra esse tipo de linguagem.”

Há três anos como maestro da Orquestra Filarmônica de Brasília, Claudio Cohen traça um panorama promissor para a música erudita na cidade, mas pede uma política específica para a categoria. “A música clássica em Brasília está em franca evolução, é um mercado que tem grande potencial, basta conferir as apresentações da Orquestra Filarmônica no Teatro Nacional, sempre com um bom público”, constatou. “É preciso, por exemplo, dar acesso à informação sobre a programação. A maioria dos concertos é gratuita ou tem preços populares. Muita gente imagina que o teatro é lugar inatingível”, lamentou.

Eduardo Santos, por exemplo, ficou sabendo do concerto na Funarte pelo rádio. “Não sou profundo conhecedor de música clássica, mas fiquei curioso”, comentou o estudante de 26 anos. “Gostei mais dos arranjos mais acelerados”, disse, referindo-se aos temas natalinos e às composições do norte-americano John William, autor de trilhas sonoras de sucessos, como Os caçadores da arca perdida e Jurassic Park.

Via: Correio Brasiliense

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Marvio Rocha

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